Contingência
Saiba mais sobre como o sistema trabalha com a contingência na emissão de documentos fiscais
- Visão geral da contingência fiscal
- Consultar status do serviço da SEFAZ
- Cadastro da contingência
- Emissão durante a contingência e encerramento
- Troubleshooting e glossário
Visão geral da contingência fiscal
Este manual descreve o funcionamento da Contingência de Documentos Fiscais Eletrônicos no sistema — o recurso usado quando a SEFAZ (autorizador normal) está indisponível e mesmo assim é preciso continuar emitindo notas. Cada capítulo aborda uma etapa:
- Visão geral da contingência fiscal (este capítulo) — o que é, quando usar, os tipos de contingência
- Consultar status do serviço da SEFAZ — como confirmar que a SEFAZ caiu e se a Sefaz Virtual (SVC) está ativada pelo estado
- Cadastro da contingência — a tela onde se liga a contingência (campos, validações, passo a passo)
- Emissão durante a contingência e encerramento — o que muda na emissão, contingência automática, como desligar
- Troubleshooting e glossário — erros comuns, regras por UF, tabela de tipos de emissão
O que é: contingência é um modo de emissão alternativo, previsto na legislação fiscal, que permite continuar emitindo NF-e, NFC-e, CT-e e MDF-e quando o ambiente de autorização normal da SEFAZ do estado está fora do ar. O documento é emitido por um caminho diferente (Sefaz Virtual) ou de forma offline, e depois regularizado.
Por que a contingência existe
Todo documento fiscal eletrônico só é válido depois de autorizado pela SEFAZ. Em operação normal, o sistema envia o documento ao autorizador do estado do emitente (por exemplo, SEFAZ-SP, SEFAZ-MG) e recebe a autorização em segundos.
Quando esse autorizador fica indisponível (manutenção, instabilidade, queda), a empresa não pode simplesmente parar de vender ou de despachar mercadoria. A legislação prevê então caminhos alternativos de emissão — os modos de contingência — para que a operação não pare.
Importante: a contingência é uma medida de exceção. Só deve ser ligada quando a SEFAZ normal estiver realmente fora do ar. Emitir em contingência sem necessidade gera retrabalho (documentos que precisam ser regularizados depois) e pode chamar atenção do fisco.
Os tipos de contingência
O sistema trabalha com dois grandes caminhos de contingência, e a escolha entre eles é o ponto central do cadastro:
1. Sefaz Virtual de Contingência (SVC) — "online"
A SVC é um autorizador alternativo, que fica em outro estado, mantido para receber documentos quando a SEFAZ de origem está fora. Quando a contingência é feita por SVC, o documento é transmitido normalmente, recebe uma autorização de verdade e já sai válido — apenas por um caminho diferente.
É o caminho preferencial sempre que a SVC do tipo de documento estiver "Em Operação". No cadastro, corresponde a marcar a opção "Enviar para a Sefaz Virtual".
A SVC só existe para NF-e e CT-e. Para esses documentos há autorizadores virtuais nacionais e regionais (SVC-AN, SVC-RS, SVC-SP), e qual deles será usado depende da UF do emitente — o sistema escolhe automaticamente (detalhado no capítulo de troubleshooting).
2. Contingência offline (EPEC / FS-DA / NFC-e offline)
Quando a SVC também não está disponível (ou não se aplica ao documento), resta a contingência offline: o documento é gerado e impresso na hora, a mercadoria circula, e a transmissão à SEFAZ é feita depois, quando o serviço voltar. No cadastro, corresponde a deixar desmarcada a opção "Enviar para a Sefaz Virtual".
- NF-e e CT-e offline: emitidos em EPEC/FS-DA e transmitidos quando a SEFAZ retornar.
- NFC-e: sempre é offline (não existe SVC para NFC-e). A NFC-e em contingência é impressa e transmitida depois.
- MDF-e: tratado de forma offline, transmitido quando o serviço voltar.
Exceção do estado de SP para NFC-e: em São Paulo não é permitida a contingência offline da NFC-e — deve-se usar o SAT. O sistema bloqueia o cadastro de contingência de NFC-e para SP (detalhado no capítulo do cadastro).
Contingência manual × automática
Existem duas formas de a contingência ser ligada no sistema:
| Forma | Como acontece | Quando usar |
|---|---|---|
| Manual | O usuário cadastra a contingência na tela Cadastro de Contingência (assunto deste manual), informando UF, período e os documentos afetados. | Quando você já sabe que a SEFAZ caiu e quer assumir o controle do período e dos documentos. |
| Automática | Durante uma emissão, se a SEFAZ responder "serviço paralisado" (ou der erro de conexão) e a SVC estiver "Em Operação", o próprio sistema registra uma contingência (de ~12 horas) e reenvia o documento pela SVC. | Acontece sozinho, sem intervenção. Você ainda assim deve acompanhar pela tela de cadastro e pela consulta de status. |
A contingência automática usa a mesma tabela e as mesmas regras da manual. Depois de ligada automaticamente, ela aparece na tela Cadastro de Contingência e pode ser editada ou encerrada lá normalmente.
O ciclo de uso, em resumo
- A SEFAZ do estado fica fora do ar (ou as autorizações começam a falhar).
- Você abre a tela Consulta de Status do Serviço pelo menu Configurações > Consulta disponibilidade da SEFAZ e confirma: o autorizador normal está vermelho (problema) e a SVC está verde (Em Operação)? → Capítulo 2.
- Você abre o Cadastro de Contingência pelo menus Cadastros > Gerenciar Cadastros > Cadastrar Contingência, informa a UF, o período e marca os documentos afetados; se a SVC está disponível, marca "Enviar para a Sefaz Virtual". → Capítulo 3.
- A partir daí, toda emissão para aquela UF/período sai em contingência automaticamente. → Capítulo 4.
- Quando a SEFAZ normaliza, você encerra a contingência (ajustando a Data Fim ou deixando expirar) e regulariza os documentos offline, se houver. → Capítulo 4.
Consultar status do serviço da SEFAZ
Antes de ligar uma contingência, é fundamental confirmar que a SEFAZ realmente está fora do ar e descobrir se a Sefaz Virtual (SVC) já foi ativada para o tipo de documento que você precisa emitir. Para isso existe a tela Consulta de Status do Serviço (DF-e).
Para que serve: esta tela pergunta diretamente à SEFAZ (e aos autorizadores virtuais SVC) se eles estão "Em Operação". É a forma oficial de diagnosticar uma queda e de decidir se a contingência deve ser por SVC (online) ou offline.
Onde fica
Configurações → Status do Serviço DF-e
Campos da tela
| Campo | Função |
|---|---|
| Emitente | Obrigatório. Define qual certificado digital será usado na consulta (a SEFAZ exige certificado válido até para perguntar o status). A tela já vem preenchida com o emitente logado, se ele tiver certificado válido; caso contrário, sugere o primeiro emitente com certificado válido. |
| Estado (UF) | Opcional. Se preenchido, consulta apenas aquele estado. Se deixado em branco, consulta todos os estados (exceto EX/Exterior) — útil para ter um panorama geral. |
| Serviços (NFe / NFCe / CTe / MDFe) | Escolha um tipo de documento por consulta. O padrão é NFe. |
| Ambiente (Produção / Homologação) | Escolha o ambiente. O padrão é Produção — que é o que importa para a operação real. |
Ao escolher o Emitente, a tela preenche automaticamente o Estado com a UF da cidade desse emitente.
Se o emitente selecionado não tiver certificado digital válido (ou estiver vencido), a consulta não roda e o sistema avisa. Selecione um emitente com certificado em dia.
Como consultar
- Selecione o Emitente (certificado).
- Opcionalmente informe o Estado; deixe em branco para consultar todos.
- Marque o tipo de documento (NFe, NFCe, CTe ou MDFe).
- Confirme o Ambiente (geralmente Produção).
- Clique em Consultar ou pressione F3.
Lendo o resultado
O resultado vem em uma grade com as colunas:
| Coluna | Significado |
|---|---|
| Serviço | Qual autorizador respondeu (a SEFAZ do estado ou um autorizador virtual SVC). |
| UF | Estado consultado. |
| Status | Código retornado pela SEFAZ. 107 = Serviço em Operação (tudo certo). Qualquer outro código indica problema (ex.: 108 paralisado temporariamente, 109 paralisado sem previsão). |
| Motivo | Descrição textual do status retornado. |
| Observação | Mensagens adicionais do autorizador. |
| Ambiente | Produção ou Homologação. |
| Tempo Médio | Tempo médio de resposta informado pela SEFAZ. |
| Data/Hora Consulta | Momento em que a consulta foi feita. |
As cores das linhas
Linha verde = status 107 (Serviço em Operação). O autorizador está no ar.
Linha vermelha/salmão = status diferente de 107. O autorizador está com problema (paralisado, instável, sem resposta).
As linhas da Sefaz Virtual (SVC) — a parte mais importante
Além de consultar o autorizador normal de cada estado, esta tela também consulta os autorizadores virtuais (SVC) — é assim que você descobre se a contingência online já está disponível:
- Para NF-e, a consulta inclui automaticamente as linhas da SVC-AN (Sefaz Virtual Ambiente Nacional) e da SVC-RS (Sefaz Virtual Rio Grande do Sul).
- Para CT-e, inclui as linhas da SVC-RS e da SVC-SP (Sefaz Virtual São Paulo).
É essa informação que decide o tipo de contingência. Se o autorizador normal da sua UF está vermelho (≠107), mas a linha da SVC correspondente está verde (107), então a Sefaz Virtual já foi ativada pelo ambiente nacional e você pode emitir em contingência online (marcando "Enviar para a Sefaz Virtual" no cadastro). Se a SVC também estiver vermelha, só resta a contingência offline.
Resumo da decisão
| Autorizador normal da UF | SVC do documento | O que fazer |
|---|---|---|
| Verde (107) | — | Operação normal. Não ligue contingência. |
| Vermelho (≠107) | Verde (107) | Cadastrar contingência com "Enviar para a Sefaz Virtual" marcado (online via SVC). |
| Vermelho (≠107) | Vermelho (≠107) ou não se aplica (NFC-e/MDF-e) | Cadastrar contingência sem "Enviar para a Sefaz Virtual" (offline). Regularizar quando a SEFAZ voltar. |
Com o diagnóstico em mãos, siga para o capítulo Cadastro da contingência.
Cadastro da contingência
Esta é a tela onde a contingência é efetivamente ligada. Aqui você informa em qual estado a SEFAZ caiu, por qual período a contingência vale e quais documentos fiscais ela afeta.
Antes de cadastrar: confirme o diagnóstico na tela Consulta de Status do Serviço (capítulo anterior). Você precisa saber se a SVC do documento está disponível para decidir se a contingência será online (SVC) ou offline.
Onde fica
Cadastros > Gerenciar Cadastros > Cadastrar Contingência
Os campos
| Campo | Descrição |
|---|---|
| Início | Data e hora em que a contingência passa a valer. Ao criar um novo registro, vem preenchido com o momento atual. |
| Fim | Data e hora em que a contingência deixa de valer. Ao criar, vem preenchido com o momento atual + 1 dia. Após esse horário, as emissões voltam ao modo normal automaticamente. |
| UF | Estado cujo autorizador está fora do ar. A contingência vale apenas para emitentes desse estado. Campo obrigatório. |
| Enviar para a Sefaz Virtual (Apenas NFe e CTe) | Quando marcado: a contingência será online via SVC — os documentos recebem autorização de verdade por um autorizador virtual. Quando desmarcado: contingência offline (documento impresso e transmitido depois). Como o nome diz, só afeta NF-e e CT-e. |
Grupo "Selecione os serviços relacionados à contingência"
Marque quais documentos esta contingência afeta. É obrigatório marcar pelo menos um:
- Nota Fiscal Eletrônica (NF-e)
- Conhecimento de Transporte (CT-e)
- Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e)
- Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e)
A opção "Enviar para a Sefaz Virtual" só tem efeito sobre NF-e e CT-e. NFC-e em contingência é sempre offline, e MDF-e é tratado de forma offline — marcar a opção não muda o comportamento desses dois.
Passo a passo para ligar a contingência
- Clique em Novo.
- Confirme/ajuste a Data Início (normalmente "agora").
- Defina a Data Fim. Use uma janela realista (ex.: algumas horas). Você sempre pode estendê-la depois, e pode encerrar antes editando esse campo.
- Selecione a UF do estado afetado.
- Marque os documentos afetados (pelo menos um).
- Decida sobre o "Enviar para a Sefaz Virtual":
- SVC do documento está verde (107) na consulta de status → marque (online, recomendado).
- SVC indisponível, ou documento é NFC-e/MDF-e → deixe desmarcado (offline).
- Clique em Gravar.
Validações ao gravar
O sistema impede gravações inconsistentes. Você pode encontrar estes avisos:
"Para o Estado de SP não é permitido o uso de contingência off-line para a NFC-e, deve-se utilizar o SAT!"
São Paulo não admite NFC-e em contingência offline. Para vendas ao consumidor em SP durante uma queda, use o equipamento SAT. Desmarque a NFC-e desta contingência (ou trate por outro caminho).
"Já existe uma contingência cadastrada no período, exclua ou edite a contingência existente!"
Não pode haver duas contingências da mesma UF com períodos sobrepostos. Edite a contingência existente daquele estado (ajustando datas ou documentos) em vez de criar outra.
"Selecione ao menos 1 serviço relacionado a esta contingência!"
É obrigatório marcar pelo menos um documento (NF-e, CT-e, NFC-e ou MDF-e).
"Selecione a UF"
A UF é obrigatória — é ela que amarra a contingência ao estado correto.
Boas práticas
- Uma contingência por estado. Se você opera em mais de uma UF e a queda afeta várias, cadastre uma contingência para cada UF afetada.
- Período curto e realista. Prefira janelas curtas e estenda se necessário. Períodos longos esquecidos ligados fazem o sistema continuar emitindo em contingência muito depois de a SEFAZ ter voltado.
- Confirme a SVC antes de marcar "Enviar para a Sefaz Virtual". Marcar essa opção com a SVC fora do ar fará as transmissões falharem.
- Acompanhe e encerre. Assim que a SEFAZ normalizar (linha verde na consulta de status), encerre a contingência — ver capítulo seguinte.
Emissão durante a contingência e encerramento
Depois que a contingência está cadastrada e ativa, o comportamento da emissão muda automaticamente. Este capítulo explica o que acontece nos bastidores, como a contingência automática funciona e como encerrar tudo quando a SEFAZ volta.
O que muda na emissão
Sempre que um documento é emitido, o sistema verifica se existe uma contingência ativa para a UF do emitente — ou seja, um registro em que a data/hora atual está entre a Data Início e a Data Fim. Se existir e o documento estiver marcado naquela contingência, a emissão deixa de ser "normal" e passa a usar um tipo de emissão de contingência.
Você não precisa fazer nada diferente na hora de emitir. Basta a contingência estar cadastrada e dentro do período: o sistema escolhe o caminho de contingência sozinho, monta a justificativa ("Indisponibilidade dos sistemas normais") e a data/hora de entrada em contingência a partir da Data Início do cadastro.
Qual caminho o sistema usa
| Documento | "Enviar para a Sefaz Virtual" marcado | Desmarcado |
|---|---|---|
| NF-e | Online via SVC (SVC-AN ou SVC-RS, conforme a UF) — autorização real. | Offline (EPEC/FS-DA) — transmite depois. |
| CT-e | Online via SVC (SVC-RS ou SVC-SP, conforme a UF) — autorização real. | Offline — transmite depois. |
| NFC-e | Sempre offline (não há SVC para NFC-e). Em SP, use SAT. | |
| MDF-e | Tratado de forma offline. | |
A escolha da SVC específica por estado (SVC-AN, SVC-RS, SVC-SP) é automática e está detalhada no capítulo de troubleshooting.
Contingência automática
Além da ligação manual, o sistema sabe entrar em contingência sozinho quando detecta que a SEFAZ caiu durante uma emissão de NF-e:
- O documento é enviado normalmente, mas a SEFAZ responde "serviço paralisado" (status 108 ou 109) ou ocorre erro de conexão/timeout.
- O sistema então consulta a SVC daquela UF.
- Se a SVC estiver "Em Operação" (107), o sistema:
- registra automaticamente uma contingência (período de ~12 horas) para aquela UF, com "Enviar para a Sefaz Virtual" ligado;
- reemite o documento pela SVC.
Esse comportamento automático pode ser controlado por parâmetro do sistema (existe uma configuração para não duplicar/reenviar automaticamente em contingência). Quando ele age, a contingência criada aparece normalmente na tela de cadastro e pode ser editada/encerrada por lá.
A contingência automática cobre o cenário de NF-e com a SVC disponível. Para CT-e, NFC-e, MDF-e ou quando a SVC também está fora, a decisão e o cadastro continuam sendo manuais (capítulo 3).
Documentos emitidos offline: regularização
Quando a contingência é offline, o documento circula impresso, mas ainda não foi autorizado pela SEFAZ. Assim que o autorizador normal voltar, esses documentos precisam ser transmitidos e autorizados para se tornarem válidos.
Não esqueça da regularização. Documentos emitidos em contingência offline que nunca forem transmitidos ficam pendentes perante o fisco. Acompanhe a consulta de notas e garanta que todos os documentos do período de contingência tenham sido autorizados depois.
Como encerrar a contingência
Quando a SEFAZ normalizar (você confirma vendo a linha do autorizador da UF verde/107 na Consulta de Status do Serviço), encerre a contingência para que as emissões voltem ao modo normal:
- Forma recomendada: abra o registro no Cadastro de Contingência e ajuste a Data Fim para o momento atual. A partir daí, novas emissões saem normais.
- Deixar expirar: se a Data Fim já estava próxima, basta esperar — passada a Data Fim, a contingência deixa de valer sozinha.
- Excluir: também é possível excluir o registro da contingência. (Atenção: documentos já emitidos no período não são afetados pela exclusão; só muda o comportamento das próximas emissões.)
Não existe um botão "desligar agora" separado: o encerramento é feito pela Data Fim. Por isso a recomendação de usar períodos curtos e estender quando necessário, em vez de períodos longos que precisam ser cortados manualmente.
Checklist de encerramento
- [ ] A consulta de status mostra o autorizador da UF verde (107).
- [ ] A Data Fim da contingência foi ajustada para "agora" (ou já expirou).
- [ ] Uma nova emissão de teste saiu em modo normal (não em contingência).
- [ ] Todos os documentos emitidos offline durante o período foram transmitidos e autorizados.
Troubleshooting e glossário
Este capítulo reúne os erros e dúvidas mais comuns sobre contingência, as regras de qual Sefaz Virtual é usada por estado, a tabela de tipos de emissão e um glossário dos termos.
Problemas comuns
"Já existe uma contingência cadastrada no período, exclua ou edite a contingência existente!"
Causa: já há uma contingência para a mesma UF com período sobreposto.
Solução: localize e edite a contingência existente daquele estado (ajuste datas/documentos) em vez de criar uma nova.
As notas continuam saindo em contingência mesmo com a SEFAZ no ar.
Causa: existe uma contingência ativa cuja Data Fim ainda não passou.
Solução: edite a contingência e ajuste a Data Fim para o momento atual (ver capítulo 4).
As transmissões em contingência por SVC estão falhando.
Causa: a opção "Enviar para a Sefaz Virtual" está marcada, mas a SVC daquele documento não está realmente "Em Operação".
Solução: confira a SVC na Consulta de Status do Serviço. Se a SVC estiver vermelha, mude para contingência offline (desmarque a opção).
A consulta de status não roda / pede certificado.
Causa: o emitente selecionado não tem certificado digital válido ou está vencido.
Solução: selecione um emitente com certificado em dia. A SEFAZ exige certificado válido até para consultar o status.
Não acho onde "desligar" a contingência. Não há botão de desligar: o encerramento é feito pela Data Fim (ou excluindo o registro). Ver capítulo 4.
Qual Sefaz Virtual (SVC) é usada por estado
Quando a contingência é online, o sistema escolhe automaticamente o autorizador virtual conforme a UF do emitente. As tabelas abaixo refletem o roteamento atual do sistema.
NF-e
| Autorizador virtual | UFs roteadas |
|---|---|
| SVC-AN (Ambiente Nacional) | AC, AL, AP, MG, PB, RJ, RS, RO, RR, SC, SE, SP, TO, DF |
| SVC-RS (Rio Grande do Sul) | AM, BA, CE, ES, GO, MA, MT, MS, PA, PE, PI, RN, PR (demais UFs) |
CT-e
| Autorizador virtual | UFs roteadas |
|---|---|
| SVC-RS (Rio Grande do Sul) | MS, MT, SP, PE, AP, RR |
| SVC-SP (São Paulo) | PR, MG, RS (demais UFs) |
Esse roteamento é definido pela legislação/SEFAZ e pode ser revisado pelo fisco. O usuário não precisa escolher a SVC manualmente — o sistema aplica a regra acima sozinho.
Tabela de tipos de emissão (tpEmis)
Internamente, cada documento guarda um "tipo de emissão" que indica por qual caminho ele foi gerado. Esta tabela ajuda a interpretar relatórios e o XML:
| Código | Tipo de emissão | Observação |
|---|---|---|
| 1 | Normal | Operação normal, sem contingência. |
| 2 | Contingência FS-IA | Formulário de Segurança – Impressor Autônomo (offline, legado). |
| 3 | Contingência SCAN | Modelo antigo, desativado pela SEFAZ. |
| 4 | Contingência EPEC / DPEC | Evento Prévio de Emissão em Contingência (offline com registro prévio). |
| 5 | Contingência FS-DA | Formulário de Segurança – Documento Auxiliar (offline). |
| 6 | SVC-AN | Sefaz Virtual de Contingência – Ambiente Nacional (online). |
| 7 | SVC-RS | Sefaz Virtual de Contingência – Rio Grande do Sul (online). |
| 8 | SVC-SP | Sefaz Virtual de Contingência – São Paulo (online, usado para CT-e). |
| 9 | Contingência off-line da NFC-e | NFC-e impressa e transmitida depois. |
Status retornados pela SEFAZ (mais comuns)
| Código | Significado |
|---|---|
| 107 | Serviço em Operação (tudo certo — linha verde). |
| 108 | Serviço paralisado momentaneamente (curto prazo). |
| 109 | Serviço paralisado sem previsão. |
Os códigos 108/109 (e erros de conexão) são os gatilhos que indicam queda e podem disparar a contingência automática de NF-e (capítulo 4).
Glossário
| Termo | Definição |
|---|---|
| Contingência | Modo de emissão alternativo usado quando a SEFAZ normal está indisponível. |
| SEFAZ de origem / autorizador normal | O ambiente da Secretaria da Fazenda do estado do emitente que normalmente autoriza os documentos. |
| SVC | Sefaz Virtual de Contingência — autorizador alternativo (em outro estado) que recebe documentos quando a SEFAZ de origem cai. Existe para NF-e e CT-e. |
| SVC-AN / SVC-RS / SVC-SP | As três Sefaz Virtuais: Ambiente Nacional, Rio Grande do Sul e São Paulo. Qual é usada depende da UF e do documento. |
| "Enviar para a Sefaz Virtual" | Opção do cadastro que liga a contingência online (via SVC). Vale apenas para NF-e e CT-e. |
| Contingência offline | Documento gerado e impresso na hora, transmitido à SEFAZ depois. Usado quando a SVC não está disponível, e sempre para NFC-e/MDF-e. |
| EPEC / FS-DA | Modalidades de contingência offline de NF-e/CT-e. |
| SAT | Sistema Autenticador e Transmissor — equipamento exigido em SP para vendas ao consumidor quando a NFC-e está indisponível (substitui a contingência offline da NFC-e em SP). |
| tpEmis | Campo do documento que registra o tipo de emissão (ver tabela acima). |
| Status 107 | Código que significa "Serviço em Operação" — autorizador no ar. |
| Regularização | Transmissão e autorização, junto à SEFAZ, dos documentos emitidos offline, feita quando o serviço normal volta. |