Análise tributária A Análise Tributária por NCM responde uma pergunta que a Reforma Tributária (LC 214/2025) colocou em toda empresa: dos produtos que eu realmente vendo, quais têm tratamento diferenciado de IBS/CBS — alíquota zero, redução de 60%, isenção — e quais seguem em tributação integral? 1 - Visão geral e conceito A Análise Tributária por NCM responde uma pergunta que a Reforma Tributária (LC 214/2025) colocou em toda empresa: dos produtos que eu realmente vendo, quais têm tratamento diferenciado de IBS/CBS — alíquota zero, redução de 60%, isenção — e quais seguem em tributação integral? A tela cruza o que a empresa vendeu com a tabela de enquadramento por NCM dos anexos da lei, mede quanto faturamento está em jogo em cada NCM, monta a pergunta objetiva para o escritório contábil, registra a resposta e transforma a resposta confirmada em regra tributária parametrizada no sistema. 1. O que a análise NÃO faz — e por que isso é de propósito A tela não conclui o enquadramento. Ela automatiza a parte mecânica, instrumenta o julgamento e memoriza a decisão — mas quem decide se o produto se enquadra é o escritório contábil (ou, com registro expresso, a própria empresa). Um exemplo real de por que isso importa. Um cliente vende controle remoto de ar-condicionado, NCM 8543.70.99. Esse NCM aparece no Anexo V da LC 214/2025 — mas o item que o anexo beneficia é "agenda eletrônica com teclado em braille", um dispositivo de acessibilidade. Uma tela que cruzasse NCM com anexo e concluísse sozinha teria sugerido redução de alíquota para controle remoto. Seria um erro fiscal com a assinatura do sistema. 2. As três armadilhas do enquadramento por NCM Toda a lógica da tela existe para não cair em uma destas três: Armadilha O que acontece Como a tela trata Código O NCM está no anexo, mas o produto vendido não é o item beneficiado (o caso do controle remoto) Nunca conclui: leva a pergunta ao escritório com a descrição do item beneficiado ao lado do exemplo de produto vendido, para a comparação ser possível Descrição O anexo descreve o item, não o código. Dois produtos no mesmo NCM podem ter tratamentos diferentes A resposta PARCIAL existe justamente para isso, e ela não gera regra — a regra vale para o NCM inteiro Condição O benefício depende de quem compra (Anexos IV, V, VI, XI) ou de para onde vai (Anexo IX, agro) Apura as vendas a ente governamental por NCM e lê a marcação de insumos agropecuários do emitente, em vez de descartar às cegas 3. Por que o universo é o que a empresa VENDE, nunca o cadastro A análise parte das notas fiscais de venda autorizadas do emitente na janela de tempo escolhida — não do cadastro de produtos. A diferença é grande na prática: num cliente real, o cadastro tinha 551 NCMs, mas apenas 271 apareciam em venda no período, e os NCMs que coincidiam com algum anexo caíram de 35 para 11. Trabalhar sobre o cadastro produziria pergunta sobre produto que ninguém vende, e o escritório gastaria tempo decidindo sobre o que não existe na operação. Trabalhar sobre a venda também dá algo que o cadastro não dá: quanto faturamento cada NCM representa, que é o que separa o que importa do que é irrelevante. Só entra venda. Saída fiscal autorizada não é a mesma coisa: bonificação, remessa para industrialização, retorno de demonstração e devolução de compra também são saídas, e nenhuma delas é venda. O filtro usa a marcação de compra/venda da operação, com o CFOP como rede para erro de cadastro — e a aba Avisos lista tudo o que ficou de fora, para o critério ser auditável em vez de confiável no escuro. 4. As duas fontes, com papéis diferentes A tela consulta duas fontes e elas não se substituem: Fonte Papel O que traz Feed de enquadramento por NCM Detecção — diz quais NCMs merecem atenção Anexo, artigo, CST, cClassTrib e, quando disponível, a descrição do item beneficiado e o texto do caput Base oficial da RFB (Calculadora) Conferência — carimba se o sistema e a fonte oficial concordam Confirmação (ou divergência) do cClassTrib apontado, registrada por NCM A tabela de enquadramento não é distribuída dentro do sistema. Ela é buscada em tempo de execução no endereço configurado, e a fonte, a vigência e o ato normativo ficam registrados no relatório gerado. O motivo é simples: regra fiscal muda, e o sistema não assume a autoria dela. 5. O ciclo completo, e quem faz cada parte # Passo Quem faz Onde 1 Deixar os pré-requisitos em ordem (cadastro fiscal de IBS/CBS, NCM, grupo tributário) Administrador / responsável fiscal Capítulo Configuração inicial 2 Rodar a análise e ler o resultado Responsável fiscal da empresa Capítulo Rodar a análise 3 Gerar a planilha e enviar ao escritório contábil Responsável fiscal Capítulo A planilha para o escritório 4 Responder o enquadramento de cada NCM Escritório contábil Capítulo Guia para o escritório contábil 5 Importar a resposta (ou confirmar sem planilha, com procedência) Responsável fiscal Capítulos A planilha e Confirmar sem planilha 6 Cadastrar as regras tributárias sugeridas Responsável fiscal Capítulo Parametrizar as regras 7 Gerar o relatório final como documentação da decisão Responsável fiscal Capítulo O relatório para o cliente 6. O que a feature entrega Planilha de trabalho (Excel, várias abas) — é também o formulário que o escritório preenche e devolve Relatório do cliente (Word editável + PDF) — documento formal, sem jargão técnico, que serve como documentação da decisão Regras tributárias parametrizadas — sempre com confirmação na tela, nunca em lote Memória da decisão — o parecer do escritório fica guardado por NCM e é reaproveitado nas análises seguintes, com a data e quem autorizou 7. Um resultado comum, e por que ele não é uma falha Em muitas empresas — especialmente distribuição e indústria — a conclusão é que nenhum produto vendido se enquadra em anexo nenhum. Isso não é a análise "não ter encontrado nada": é a resposta. Tributação integral vem acompanhada de direito a crédito integral. Quando a conclusão é "nada se aplica", o valor da análise é duplo: você passa a ter documentado por que a empresa não usa benefício (o que sustenta a posição numa fiscalização) e a atenção se desloca para onde o ganho realmente está — gestão de créditos e correção de classificação fiscal. Próximo capítulo: Configuração inicial — o que precisa estar em ordem antes da primeira análise.2 - Configuração inicial A base do recurso — tabelas, parâmetros e o registro da tela — já vem pronta com a atualização do sistema: não há nada para instalar. O que resta é uma preparação feita uma vez, normalmente pelo responsável fiscal com apoio do administrador. Esta preparação não é opcional. Sem ela a análise roda e mostra números corretos, mas a etapa final — transformar a resposta do escritório em regra tributária — fica bloqueada, com a tela explicando exatamente o que falta. Vale conferir esta lista antes da primeira análise, não depois. 1. Abrir a tela A tela se chama "Análise Tributária", acessível pelo caminho Cadastros > Gerenciar Cadastros > Análise Tributária 2. NCM cadastrado Todo NCM que vier a virar regra precisa existir no cadastro de NCM do sistema. A regra tributária não aceita NCM inexistente, e a sugestão bloqueia antes disso, listando quais faltam. 3. Grupo tributário nos produtos (o item que mais bloqueia) A regra tributária é localizada por grupo tributário. Cada produto que será alcançado por uma regra precisa ter o campo Grupo tributário preenchido no cadastro de produto, e o grupo precisa existir no cadastro de Grupos Tributários. 5. Operações marcadas como compra/venda O universo da análise é o que a empresa vende, e o critério é a marcação de compra/venda no cadastro da operação. Confira se as operações de venda da empresa estão marcadas. Operações de venda sem essa marcação ficam fora da análise e o faturamento correspondente não aparece. Para isso não passar em silêncio, a aba Avisos traz um aviso específico destacando as operações que ficaram de fora sem a marcação de compra/venda — se alguma delas for venda de verdade, corrija o cadastro e refaça a análise. Casos que costumam aparecer: faturamento de entrega futura (CFOP 5117/6117) e simples faturamento (5922), que são venda real mas frequentemente ficam sem a marcação. 6. Perfil do emitente Dois traços do emitente mudam a leitura dos anexos condicionados, e por isso são lidos automaticamente: Traço De onde vem O que você precisa fazer Vende a ente governamental Derivado das notas — do tipo de ente governamental do destinatário, gravado na emissão a partir do cadastro do parceiro Nada na Análise. Mantenha o campo Tipo de ente governamental correto no cadastro dos clientes que são órgão público Opera insumos agropecuários Marcação no cadastro do emitente Marque quando a empresa opera insumos agropecuários ou vende insumo com destinação a produtor rural Por que o agro fica no emitente e não no cliente: o Anexo IX condiciona a destinação, não o comprador. Defensivo agrícola vendido a produtor rural enquadra; uma furadeira vendida ao mesmo produtor não. É uma característica da operação da empresa, não de quem compra. Limitação a conhecer: o campo de ente governamental cobre entes federativos (União, estados, municípios, autarquias, fundações, Comitê Gestor do IBS). Ele não cobre "entidade de saúde imune com CEBAS/SUS", que não tem campo próprio no cadastro de parceiro. Se a empresa vende para esse tipo de entidade, o enquadramento correspondente precisa ser avaliado manualmente com o escritório. 7. Parâmetros de configuração Em Configurações → Fiscal → Reforma Tributária: Parâmetro Padrão Para que serve Meses da janela de materialidade da Análise por NCM 12 Quantos meses de venda a análise considera. A janela é ancorada na última venda autorizada do emitente, não na data de hoje — base restaurada costuma estar defasada e daria janela vazia. As datas podem ser alteradas na própria tela. Endereço do feed de enquadramento por NCM URL pública Onde a tabela de enquadramento dos anexos é buscada em tempo de execução. Fonte, vigência e ato normativo ficam registrados no relatório. 8. Lista de conferência antes da primeira análise CST e cClassTrib de IBS/CBS importados NCMs cadastrados Grupo tributário preenchido nos produtos que serão parametrizados Operações de venda marcadas como compra/venda Marcação de insumos agropecuários no emitente, se for o caso Endereço do feed acessível a partir da estação Não precisa estar tudo perfeito para rodar a análise e mandar a planilha ao escritório — os números da triagem já valem. Os itens 1, 3 e 4 só se tornam obrigatórios na etapa de parametrizar as regras, e a tela diz exatamente qual está faltando. Próximo capítulo: Rodar a análise e ler o resultado.3 - Rodar a análise e ler o resultado Este é o capítulo do dia a dia. A análise é uma leitura — não altera nada no sistema além de guardar o retrato do que foi apurado. Pode ser repetida quantas vezes quiser. 1. Preencher a origem da análise No grupo "Origem da análise", no topo da tela: Campo O que informar Emitente Obrigatório, um por vez. Não existe opção "todos" — enquadramento e regra tributária são por emitente, e misturar empresas produziria um número que não corresponde a nenhuma delas Início do período e Fim do período Vêm preenchidos com a janela padrão (12 meses), ancorada na última venda autorizada do emitente. Pode alterar Fonte (feed) Vem do parâmetro de configuração. Só mexa se o responsável fiscal indicar outra fonte Analisar do zero Deixe desmarcado no uso normal. Marque quando quiser que a análise ignore os pareceres que o escritório já deu — ver a seção 6 Conferir na base oficial da RFB Vem marcado. É a etapa mais demorada da análise. Desmarque quando quiser um resultado rápido — ver a seção 7 Depois clique em "Carregar e analisar". A análise roda em segundo plano: a janela continua respondendo, o andamento aparece na linha logo abaixo do botão (buscar a fonte, apurar os NCMs vendidos, conferir na base oficial, aplicar pareceres anteriores, gravar o retrato) e o próprio botão vira "Cancelar a análise". Enquanto a análise roda, os campos de origem e os botões de relatório ficam desabilitados — trocar o emitente no meio, ou gerar relatório de um resultado pela metade, produziria número errado sem avisar. Cancelar não desperdiça o que já foi feito. Se você cancelar depois da apuração, durante a conferência na base oficial, a análise é concluída com o que já tinha e registra nos avisos quantos NCMs chegaram a ser conferidos. Cancelar antes disso descarta a rodada e nada é gravado. Logo abaixo do botão fica a identificação da fonte: nome, vigência, ato normativo e quantos NCMs ela traz com enquadramento. É o que permite dizer depois "esta análise foi feita com a tabela tal, vigente em tal data". 2. O Resumo A faixa "Resumo" traz o retrato em uma linha cada: Faturamento da janela analisada Universo — quantos NCMs a empresa vendeu no período Triagem — como esses NCMs se distribuíram nos grupos Sem previsão — quanto do faturamento não tem previsão de benefício nenhuma Pendentes — quantos NCMs dependem de avaliação Perfil — o que foi derivado do emitente (venda a ente governamental, insumos agropecuários) 3. Aba Triagem Uma linha por NCM vendido, ordenada por relevância. As colunas que mais importam: Coluna Leitura Grupo A classificação automática da triagem — ver a seção 4 Situação Frase curta explicando por que o NCM caiu naquele grupo Vendas no período / % faturamento A materialidade. É o que separa o que merece discussão do que é irrelevante Vendas a ente governamental Quanto daquele NCM foi vendido a órgão público — usado nos anexos condicionados ao comprador Exemplo de produto vendido A descrição de um produto real daquele NCM. É o lado da comparação que o contador precisa Anexos / cClassTrib O que a fonte aponta para aquele NCM Base oficial (RFB) O carimbo: se a base oficial confirma a classificação apontada, ou divergiu Escritório A resposta do escritório, quando já houver. Mostra "SIM (parecer anterior)" quando é parecer reaproveitado de uma análise passada Classificado pelo sistema sim quando foi a triagem automática que classificou; não quando houve avaliação humana Motivo / parecer O texto completo: motivo da triagem ou o parecer do escritório 4. Os grupos da triagem Grupo Significado O que fazer Pendente de avaliação O NCM está em anexo, mas o sistema não tem como decidir se o produto vendido é o item beneficiado É o que vai ao escritório. É o coração da planilha A — Benefício aplicável Enquadramento sem condição a avaliar Conferir e confirmar B — Confirmar com o escritório Há enquadramento, mas depende de leitura da descrição do item Vai ao escritório C — Condicionado ao comprador Anexo IV, V, VI ou XI, e não houve venda a ente governamental naquele NCM Normalmente nada a fazer. Se houver venda a órgão público naquele NCM, ele não cai aqui — vira pendência quantificada. Quando a fonte informa a classificação própria dessa aquisição, o motivo já a cita D — Não aplicável Nenhum anexo alcança o NCM Nada. Segue em tributação integral, com crédito integral E — Risco (Imposto Seletivo) O NCM tem tributação adicional prevista (Anexo XVII, monofasia, seletivo) Olhar com prioridade. Aqui o risco é pagar menos do que deve, não deixar de aproveitar benefício Grupo E é o único em que a inércia custa dinheiro em multa. Os outros, no pior caso, custam benefício não aproveitado. Mais de um tratamento para o mesmo NCM. A fonte pode informar duas classificações para o mesmo código — uma para a venda comum e outra para a aquisição por órgão público ou entidade imune, cada uma com o seu cClassTrib. A análise avisa quando isso acontece e cita a alternativa no motivo do NCM. Isso importa na hora de parametrizar: a regra tributária do sistema é por operação e grupo, não por comprador. Confirme com o escritório qual tratamento vale para a operação que você vai configurar. 5. Abas Detalhe do NCM, Sugestão e Avisos Aba O que traz Detalhe do NCM Selecione uma linha na Triagem e venha aqui: "Enquadramentos previstos para este NCM" (anexo, legislação, artigo, CST, cClassTrib, reduções, tipo de alíquota, se o sistema calcula aquele tipo, e a descrição do item beneficiado) e "Produtos vendidos neste NCM" (código, descrição, vendas no período e histórico, e se o produto está baixado) Sugestão de tributação Onde a regra nasce. Capítulo próprio: Parametrizar as regras Avisos Tudo que a análise quis dizer e não cabia em coluna: operações que ficaram fora do filtro de venda, divergências com a base oficial, pareceres antigos, NCM vendido que não existe no cadastro, enquadramento que a própria fonte qualifica com observação, e NCM com mais de um tratamento possível Leia a aba Avisos. Ela é o lugar onde a análise confessa os próprios limites — e é de propósito: um número que parece redondo e esconde uma exclusão é pior do que um número com ressalva explícita. 6. Analisar do zero Por padrão, cada nova análise reaproveita o parecer que o escritório já deu para cada NCM daquele emitente. Isso evita perguntar de novo o que já foi respondido, e as linhas reaproveitadas aparecem marcadas como "parecer anterior" — na tela, na planilha e no relatório. Quando você quiser uma análise inteiramente nova, marque "Analisar do zero" antes de clicar em Carregar e analisar. Nenhuma resposta vem preenchida e todos os NCMs voltam a ser perguntados. Ignorar não é apagar. O histórico continua guardado: desmarque o check e refaça a análise para os pareceres voltarem. E quando você analisa do zero existindo pareceres, entra um aviso dizendo quantos foram ignorados — para ninguém ler o relatório depois e concluir, errado, que o escritório nunca respondeu nada. 7. Quando a análise demora — e o que fazer O tempo da análise está quase todo em um lugar: a conferência na base oficial da Receita Federal. Ela é uma consulta pela internet por NCM candidato, com um intervalo mínimo entre as consultas para não sobrecarregar o serviço. Numa análise típica são algumas dezenas de consultas; em conexão lenta, isso domina o relógio. As varreduras no banco, em comparação, custam poucos segundos. Situação O que fazer Você quer só os números, para dimensionar Desmarque "Conferir na base oficial da RFB". A triagem, o faturamento por NCM e os grupos não dependem da conferência. O resultado sai em segundos Você vai mandar a planilha ao escritório Deixe marcado. A conferência é o que traz o artigo e o caput da LC 214/2025 e confirma a classificação — é o que dá segurança à pergunta Está demorando mais do que você pode esperar Clique em Cancelar a análise. O que já foi apurado é aproveitado, e os avisos registram até onde a conferência chegou A internet do cliente é ruim e a conferência sempre trava Rode sem conferência no dia a dia e faça uma rodada conferida antes de enviar ao escritório Uma análise sem a conferência registra isso nos avisos, e o relatório informa que o anexo e a classificação vêm apenas da fonte de enquadramento configurada. Não é omissão — é ressalva, e ela precisa aparecer. 8. Exportar a triagem O botão "Exportar a triagem" gera a planilha completa de trabalho — a mesma que vai ao escritório, descrita no próximo capítulo. Use quando quiser só o dado bruto para conferência interna. Próximo capítulo: A planilha para o escritório contábil.4 - A planilha para o escritório contábil A planilha é o documento de trabalho da análise — e é também o formulário: o escritório preenche as colunas de resposta no próprio arquivo e devolve, e o sistema lê de volta. Não há retrabalho de digitação. 1. Gerar Com a análise concluída, clique em "Gerar relatório para o escritório contábil" e escolha onde salvar. O arquivo é um .xlsx com várias abas. O botão "Exportar a triagem" gera o mesmo arquivo. A diferença é de intenção: um é "vou mandar para o contador", o outro é "quero conferir internamente". 2. O que tem em cada aba Aba Para que serve Quem lê Resumo Emitente, janela, faturamento, distribuição dos grupos, fonte usada com vigência e ato normativo, e quantos pareceres foram reaproveitados Todos Confirmar escritorio O formulário. Uma linha por NCM, com as colunas verdes para preenchimento Escritório contábil Triagem completa Todos os NCMs com todos os números, sem recorte Fiscal da empresa Enquadramentos Cada enquadramento previsto por NCM: anexo, artigo, CST, cClassTrib, reduções, tipo de alíquota e a descrição do item beneficiado Escritório Sem previsao Os NCMs sem previsão de benefício, ordenados por faturamento Fiscal da empresa Produtos por NCM Quais produtos, com nome e valor, estão dentro de cada NCM Escritório — é o que sustenta o julgamento nos NCMs com mais de um produto Avisos Os mesmos avisos da tela Fiscal da empresa Parametrizacao proposta A parametrização proposta por NCM × operação tributada × grupo tributário, com a coluna "Quem resolve" Escritório e fiscal Listas Apoio das listas suspensas. Não mexer Ninguém — é técnica 3. A aba "Confirmar escritorio" É a única aba que o escritório precisa preencher. O cabeçalho da própria aba já traz as instruções, e o capítulo Guia para o escritório contábil deste manual explica coluna por coluna — é a página que você pode enviar junto com o arquivo. As colunas de contexto vêm preenchidas (NCM, vendas na janela, vendas a ente governamental, produtos vendidos, exemplo de produto, o item que o anexo beneficia segundo a fonte, anexo e cClassTrib apontados, situação apurada, conferência na base oficial da RFB e a resposta já registrada em análise anterior). A coluna "Item que o anexo beneficia (fonte)" fica ao lado de "Exemplo de produto vendido", e não por acaso: a comparação entre essas duas células é a decisão que se pede ao escritório. Antes ele precisava abrir o texto do anexo por fora para fazer essa conferência. As cinco colunas verdes são a resposta: Coluna verde Como preencher Enquadra Lista suspensa: SIM, NAO ou PARCIAL Anexo confirmado Lista suspensa. Escolher mesmo quando igual ao apontado cClassTrib confirmado Lista suspensa. Escolher mesmo quando igual ao apontado Item beneficiado pelo anexo Texto livre — a descrição do item conforme a lei. É o que sustenta a decisão numa fiscalização Observação do escritório Texto livre. Obrigatório na prática quando a resposta for PARCIAL As três primeiras são lista fechada: valor fora da lista é recusado pela própria planilha. É de propósito — a leitura de volta não adivinha, e um "sim" digitado como "S" ou "ok" seria uma resposta perdida. Os NCMs pendentes vêm primeiro, e depois os demais por faturamento. Quem abre o arquivo encontra o que precisa de decisão nas primeiras linhas. 4. A aba "Parametrizacao proposta" Esta aba resolve uma inversão que o fluxo tinha: antes, a parametrização só aparecia depois do SIM, então qualquer discordância sobre cClassTrib ou operação exigia uma segunda rodada. Agora a proposta vai junto com a pergunta, e uma ida e volta resolve enquadramento e parametrização. Uma linha por NCM × operação tributada × grupo tributário — que é a granularidade real da regra no sistema. A coluna que faz a diferença é "Quem resolve": "Quem resolve" Significa Escritório Impedimento de decisão fiscal — é pergunta para o contador Empresa Impedimento de cadastro: produto sem grupo tributário, NCM ausente. Não é pergunta para o contador, é tarefa interna Suporte Limitação do próprio cálculo (tipo de alíquota que o sistema ainda não implementa) Antes dessa coluna, o contador recebia pergunta que não era dele. Separar os três casos é o que faz a planilha voltar respondida em vez de voltar com "isso aí é com vocês". As colunas Cód. operação e Cód. grupo ficam visíveis de propósito: são a chave de reconciliação da volta. Se forem apagadas, a linha é reportada e ignorada — nunca adivinhada. 5. Enviar por e-mail, direto da tela O botão "Enviar ao escritório por e-mail..." faz a volta inteira sem passar pelo Explorer: gera a planilha, gera o relatório em PDF e manda os dois anexos ao escritório, com um corpo de mensagem que já explica a demanda. O que acontece quando você clica: A tela pergunta para quem enviar, já preenchido com os endereços do escritório cadastrados no envio de dados ao contador (o principal e os adicionais). Pode editar, e vários endereços vão separados por ponto e vírgula Os dois anexos são gerados Aparece uma confirmação com destinatário, emitente, período, os anexos com o tamanho de cada um, e o aviso de que a planilha contém faturamento por NCM Só depois do seu Sim o e-mail sai A confirmação não é formalidade. O anexo sai do sistema e chega a um terceiro com o faturamento da empresa por NCM dentro. Confira o endereço antes de confirmar. Conta de envio: é a mesma configurada para "arquivos do contador" na configuração de e-mail — não há conta nova para configurar. Se não houver conta específica, o sistema usa a configuração de e-mail do emitente. Toda tentativa, com sucesso ou com erro, fica registrada no histórico de e-mails enviados, com data, destinatário e conta usada. O número da análise vai no assunto da mensagem. Situação O que a tela faz Não há e-mail do escritório cadastrado Abre o campo vazio avisando disso. Você digita na hora — e vale cadastrar depois em Dados do Contador para as próximas vezes O PDF não pôde ser gerado Envia a planilha do mesmo jeito e diz na confirmação que o PDF ficou de fora. A planilha é o que precisa chegar — mandar só ela é melhor que não mandar nada Anexos somam 20 MB ou mais Não envia. Avisa e orienta a gerar os arquivos pelos botões e enviar por link ou pasta compartilhada. É o limite prático dos provedores de e-mail do destinatário Falha no envio Mostra o erro do servidor e lembra que a planilha pode ser gerada e enviada manualmente. Nada da análise é perdido Junto com a planilha, vale enviar ao contador o capítulo Guia para o escritório contábil deste manual — ele explica coluna por coluna o que se espera da resposta. O corpo do e-mail já traz o essencial, mas o guia é o material de referência. 6. Importar a resposta Quando o arquivo voltar: rode a análise (ou mantenha a que está na tela) e clique em "Importar resposta do escritório". Selecione o arquivo devolvido. A leitura é feita pelo texto do cabeçalho, não pela posição da coluna. Isso significa que planilhas geradas por versões anteriores continuam sendo lidas, e que uma coluna a mais no meio não quebra a importação. Ao final, a tela informa: Quantos NCMs tiveram resposta aplicada Quantos ficaram sem resposta Quantos foram ignorados por não estarem nesta análise Quantos confirmaram e quantos recusaram o enquadramento Quantos pareceres foram memorizados para as próximas análises 7. Situações que a importação avisa Situação O que a tela faz Análise não executada Pede para analisar antes. As respostas são aplicadas sobre os NCMs da análise atual, casando por NCM Nenhuma linha preenchida Avisa e não altera nada. Costuma ser o escritório ter devolvido o arquivo errado ou não ter preenchido as colunas verdes Planilha de outra análise Mostra as duas chaves e pergunta se aplica mesmo assim. Acontece quando a análise foi refeita depois de enviar o arquivo. É decisão sua, não do sistema — as respostas ainda podem ser aplicadas, casando por NCM NCM respondido que não está na análise Conta e reporta. Não inventa linha Falha ao memorizar o parecer As respostas continuam válidas nesta análise; entra um aviso dizendo que não foram guardadas para as próximas 8. O que a resposta muda A coluna Escritório da Triagem passa a mostrar a resposta O Resumo é recalculado A aba Sugestão de tributação passa a ter as regras de benefício — só dos NCMs com SIM O parecer é memorizado por NCM, e a próxima análise já nasce com ele aplicado PARCIAL não gera regra, por decisão de projeto. A regra tributária vale para o NCM inteiro, então aplicá-la alcançaria também os produtos que o escritório disse que não se enquadram. A saída correta é reclassificar aqueles produtos em um NCM próprio — a aba Sugestão explica isso na tela em vez de gerar algo errado. Próximo capítulo: Confirmar enquadramento sem planilha.5 - Confirmar enquadramento sem planilha Na prática, boa parte das respostas do escritório não volta em planilha. Vem por telefone, por e-mail, numa reunião — "pode seguir a recomendação, está certo". E parte das empresas decide sem passar pela contabilidade. O botão "Confirmar enquadramento sem planilha...", na aba Triagem, existe para esses dois casos. Por que isso precisou existir. Sem esse caminho, o operador preencheria a planilha fingindo ser o contador — e o rastro da decisão ficaria falso. Um registro que mente sobre a própria origem é pior do que não ter registro nenhum. 1. O que o caminho dispensa, e o que exige Dispensa a planilha. Não dispensa a procedência: o sistema exige saber de onde veio a decisão e quem autorizou. Origem Quando usar Autorizador Planilha do escritório Automático, quando a resposta vem por importação. A planilha é a própria evidência Não se aplica Escritório — fora da planilha O escritório autorizou por e-mail, telefone ou reunião Obrigatório: nome do responsável no escritório Decisão do próprio cliente A empresa decidiu sem manifestação do escritório Obrigatório: nome do responsável na empresa 2. Como usar Na aba Triagem, marque os NCMs com a caixa de seleção da primeira coluna (dá para marcar vários) Clique em "Confirmar enquadramento sem planilha..." Decisão — escolha SIM, NAO ou PARCIAL Origem — escolha entre "escritório, fora da planilha" e "decisão da própria empresa" Quem autorizou — nome completo. Sem isso não grava (mínimo de 3 caracteres) Item beneficiado — opcional, mas recomendado: é a descrição do item conforme o anexo, e é o que sustenta a decisão numa fiscalização Se a origem for a própria empresa, a confirmação avisa que o relatório vai registrar isso. Não é bloqueio — a empresa pode decidir. É transparência. 3. Onde a procedência aparece — e por que em três lugares Uma decisão sem o escritório não fica escondida. Ela aparece em três lugares, e é isso que faz o recurso ser honesto em vez de um atalho: Onde Como aparece Aba Sugestão Decisão sem o escritório vira alerta na regra sugerida, citando quem autorizou. Alerta, não bloqueio — a empresa pode decidir, mas quem clica em gravar lê isso antes Planilha A coluna "Resposta já registrada" mostra a resposta, a origem, o autorizador e a data. Se a planilha voltar ao escritório depois, ele vê o que a empresa decidiu sozinha Relatório do cliente Na capa — origem da confirmação, data e quem autorizou. E uma ressalva explícita quando houve confirmação sem o escritório, recomendando submeter à contabilidade antes da vigência. Na capa, não em nota de pé A decisão é memorizada igual à que vem por planilha: a próxima análise já nasce com ela aplicada, carregando a procedência. Um parecer reaproveitado meses depois continua sabendo quem o deu. 4. Quando NÃO usar Quando você vai mandar a planilha mesmo assim. Se o arquivo vai e volta, deixe a resposta vir por ele — a planilha respondida é evidência melhor que um nome digitado Para "adiantar" o que o escritório ainda vai responder. A confirmação fica registrada como se fosse a decisão final; se o escritório discordar depois, você tem duas respostas conflitantes na memória Não use este caminho digitando o nome de alguém do escritório que não autorizou. O campo existe para registrar autorização real. Um nome no campo é uma afirmação de que aquela pessoa autorizou aquilo — é ela que vai responder por isso numa fiscalização. Próximo capítulo: Parametrizar as regras tributárias.6 - Parametrizar as regras tributárias É aqui que a análise deixa de ser um estudo e passa a mudar o cálculo da nota. A aba "Sugestão de tributação" monta as regras, mas nunca grava sozinha: cada regra abre o cadastro de Regra Tributária pré-preenchido, e você confirma. 1. Dois tipos de regra, e a ordem importa Este capítulo trata só da sugestão de regra que nasce da análise. O cadastro de Regra Tributária em si — todos os campos, vigência, UF e município de destino — está na página "Cadastro e Consulta de Regras Tributárias", e a mecânica completa de como o cálculo escolhe a regra na emissão está em "Como o sistema encontra e calcula a tributação de IBS/CBS/IS na nota fiscal", as duas neste mesmo livro. O cálculo de IBS/CBS trabalha com dois níveis de regra para a mesma operação e grupo tributário, e eles convivem de propósito: Tipo O que é Quando vale Regra base (sem NCM) O padrão da operação + grupo tributário. Não lista NCM nenhum Para todo NCM que não tiver regra própria Benefício (por NCM) A exceção, com a lista de NCMs que o escritório confirmou Prevalece sobre a base, mas só nos NCMs que lista Nunca altere a regra base para conceder um benefício de NCM. A base vale para o grupo inteiro — mudar a classificação dela aplicaria o benefício a todos os produtos daquele grupo, inclusive os que o escritório disse que não se enquadram. O caminho certo é criar a regra específica ao lado da base. A tela avisa isso quando o caso aparece. A ordem de trabalho é: primeiro a base, depois as exceções. A aba já apresenta assim — as regras base vêm no topo. 1.1. E as operações que não são venda? A análise mede o que a empresa vende — bonificação, remessa para industrialização, devolução de compra e "outra saída" ficam fora do estudo de benefício, e isso está certo: não são venda, não devem inflar o faturamento, e não se pergunta ao escritório se o NCM tem benefício "na bonificação". Só que essas operações também emitem nota, e nota sem regra tributária não apura IBS/CBS. Por isso elas aparecem na aba com uma terceira natureza de linha: "Operação sem regra (não é venda)", sempre bloqueada. O sistema não propõe classificação para essas operações, e é de propósito. Para a venda onerosa, tributação integral é o regime residual da LC 214/2025 — propor isso é propor o que a lei já diz. Para fornecimento não oneroso (bonificação, brinde, remessa) e para devolução, o tratamento é próprio, inclusive quanto à base de cálculo. Escolher por conta própria seria a tela concluindo enquadramento. O que a linha faz é impedir que a lacuna seja descoberta na emissão: informa a operação, quantos itens e quanto valor ela movimentou na janela, e que não há regra. Ela vai para a aba "Parametrizacao proposta" da planilha com "Quem resolve = Escritório contábil — tratamento da operação", e a regra é cadastrada manualmente no Cadastro de Regra Tributária com a classificação que o escritório indicar. Uma operação de não-venda que já tenha regra geral não aparece na lista — não há lacuna a apontar. 2. A coluna "Tipo de regra" Cada linha da aba diz o que é: "Regra base (sem NCM)", "Benefício (por NCM)" ou "Operação sem regra (não é venda)". E as linhas são pintadas: Cor Significa Verde Pode gerar Amarelo Pode gerar, mas há alerta para ler antes Vermelho Bloqueada — falta alguma coisa. A coluna "Impedimento / alerta" diz o quê Azul claro Linha apenas informativa: explica por que não há o que sugerir 3. A regra base Para cada combinação de operação tributada × grupo tributário em que a empresa vendeu no período e não existe regra geral cadastrada, a tela propõe uma regra base com a classificação de tributação integral (o regime padrão da LC 214/2025, que vem com direito a crédito integral). Isso não depende de resposta do escritório, e é de propósito: sem regra geral, o cálculo não encontra regra nenhuma e a emissão não calcula IBS/CBS para nenhum produto sem regra própria de NCM. Isso é configuração faltando, não enquadramento a decidir. Situação da linha: "Regra base AUSENTE — cadastrar". Depois de cadastrada, ela desaparece da lista sozinha na próxima montagem da aba. Regra geral restrita a uma UF ou município não conta como base: o resto do país continuaria sem regra. Nesse caso a tela propõe a base universal e avisa que existe a regional. 4. As regras de benefício Nascem só de NCM com resposta SIM — da planilha importada ou da confirmação sem planilha. Triagem automática nunca gera regra: ela responde "o NCM está no anexo", não "o produto vendido é o item beneficiado". A granularidade é operação tributada + grupo tributário + cClassTrib, com a lista de NCMs — exatamente a granularidade da regra no cadastro. Operação tributada, não a operação da nota. Se a operação de venda aponta para outra operação como tributada, é a apontada que a regra usa. Num cliente real, a operação de venda que responde por 90% do faturamento aponta para outra — procurar pela operação da nota daria falso negativo. 5. Os impedimentos, e o que fazer com cada um Impedimento Por que bloqueia Quem resolve A classificação não existe no cadastro de IBS/CBS Gerar a regra assim faria o cálculo falhar na emissão Empresa — importar o cadastro fiscal (ver Configuração inicial) Tipo de alíquota que o sistema não calcula Emitiria documento com tributo zerado e sem aviso. É o pior tipo de erro: silencioso Suporte NCM fora do cadastro de NCM A regra não aceita NCM inexistente Empresa — cadastrar os NCMs listados Produtos sem grupo tributário Sem grupo, o cálculo aceita qualquer regra da operação e usa a que ordenar primeiro. O produto acaba tributado por uma regra que ninguém escolheu Empresa — preencher o grupo nos produtos Já existe regra específica no mesmo NCM Duas regras concorrentes no mesmo NCM tornam o cálculo imprevisível Empresa — alterar a regra existente, cujo número a mensagem informa A regra base já usa a mesma classificação A regra específica seria redundante e não mudaria o cálculo Nada a fazer Alertas (não bloqueiam, mas leia): Existe regra base com classificação diferente — sua regra específica prevalece nos NCMs listados e o resto do grupo continua na base. É o desenho correto; a mensagem lembra de não alterar a base O NCM tem mais de um produto vendido — a regra alcança todos. Confira na aba Detalhe do NCM se todos são realmente o item beneficiado Decisão sem manifestação do escritório — citando quem autorizou 6. Cadastrar Selecione a linha e clique em "Cadastrar a regra selecionada..." (duplo clique na linha faz o mesmo) Aparece a justificativa: operação, grupo, classificação, anexo e artigo, NCMs alcançados, faturamento na janela, a origem da confirmação e os alertas Confirmando, o cadastro de Regra Tributária abre pré-preenchido. Nada foi gravado ainda Confira, ajuste se precisar, e grave. A tela fecha e volta para a análise A justificativa não é enfeite: é o que transforma a confirmação em decisão informada em vez de clique automático. Leia antes de gravar. Vigência: a regra é pré-preenchida com início hoje. Se a regra só deve valer a partir de uma data futura, ajuste o campo de vigência no cadastro antes de gravar. 7. Por que PARCIAL não gera regra A regra tributária vale para o NCM inteiro. Se o escritório respondeu PARCIAL — só parte dos produtos daquele NCM se enquadra — aplicar a regra alcançaria também os produtos que ele disse que não se enquadram. A saída correta é reclassificar aqueles produtos em um NCM próprio, e então o caso deixa de ser parcial. A aba explica isso na tela em vez de gerar algo errado. 8. Quando a aba não tem regra a propor A aba nunca fica vazia sem explicação. Ela diz qual dos casos é: Mensagem Significa O escritório ainda não respondeu Pendência. Gere a planilha e envie Todos os NCMs foram recusados É conclusão da análise, não falha. Os produtos não são os itens que os anexos beneficiam, e a tributação integral atual está correta. Vale guardar o relatório e a resposta como documentação Respondidos, mas nenhum SIM Não há regra de benefício a propor Já viraram regra nesta sessão Saíram da lista para não sugerir de novo Próximo capítulo: O relatório para o cliente.7 - O relatório para o cliente O botão "Relatório para o cliente (Word e PDF)" gera um documento formal — .docx editável e .pdf — para circular fora do setor fiscal: diretoria, sócios, auditoria, e o próprio escritório contábil como material de contexto. A planilha e este relatório têm públicos diferentes. A planilha é o documento de trabalho: tem coluna técnica, cClassTrib, aba de apoio, e é onde a resposta é dada. O relatório é o documento de leitura: explica o que foi feito, o que se concluiu e o que falta decidir, em linguagem de negócio. 1. O que o documento traz Capa mais até treze seções, com numeração dinâmica — seção sem conteúdo não entra e não consome número, então o documento não tem seção vazia: Seção Conteúdo Capa Empresa, período analisado, fonte de enquadramento com vigência e ato normativo, e — quando houver — origem da confirmação, data e quem autorizou Sumário executivo Os números em bullets e a Conclusão principal destacada Escopo Inclui o parágrafo que explica por que a análise considera apenas o que a empresa vende Metodologia As três armadilhas — código, descrição e condição — e como foram tratadas Resultado consolidado A distribuição por grupo, com valor e percentual do faturamento Classificações que dependem de avaliação Por NCM, com a pergunta objetiva já formulada — é a seção que o escritório usa Condicionados ao comprador Os anexos que dependem de quem compra, com o valor vendido a ente governamental Não aplicáveis O que ficou fora, e por quê Atenção: tributação adicional Imposto Seletivo, monofasia, Anexo XVII. O risco de pagar menos do que deve Onde está o faturamento sem benefício Os doze maiores NCMs sem previsão Cadastro fiscal a revisar O que a empresa precisa corrigir no próprio cadastro Situação da parametrização O que já virou regra e o que falta Recomendações Ação, responsável e prazo Ressalvas Os limites da análise, em linguagem de cliente 2. A conclusão principal muda conforme o resultado A frase da primeira página não é fixa. Ela reflete o que a análise achou — inclusive o caso "nada se aplica", que é o mais comum em distribuição e indústria. Nesse caso o texto redireciona a atenção para gestão de créditos (tributação integral vem com crédito integral) e para correção de classificação fiscal. Dizer isso na primeira página é o que dá credibilidade ao resto. Um relatório que só sabe falar de benefício encontrado não serve para a maioria das empresas. 3. O que o documento nunca traz Três coisas ficam deliberadamente de fora, porque ele circula fora do setor fiscal: Nome de tabela ou coluna do banco de dados Limitação do motor de cálculo do sistema — isso é assunto de suporte, e está na planilha e na tela Enquadramento apresentado como certeza — o documento diz o que foi confirmado, por quem e quando Os avisos da tela não são despejados no documento. A seção Ressalvas é curada: usa só fatos que fazem sentido para o cliente (fonte sem descrição do item beneficiado, divergência entre fontes, parecer reaproveitado antigo, confirmação sem o escritório). 4. Word e PDF Você escolhe o nome do .docx; o .pdf sai com o mesmo nome, na mesma pasta. O .docx é editável de propósito — dá para acrescentar o timbre da empresa, um parágrafo de contexto, ou ajustar a redação antes de enviar. Se o PDF falhar (fonte indisponível, pasta sem permissão), o .docx já está gravado e a tela avisa. Falha de PDF é aviso, nunca erro que perde o trabalho. 5. Quando gerar Momento Para que Antes de mandar ao escritório Como material de contexto, junto com a planilha. É o que o botão de envio por e-mail faz automaticamente Depois da resposta e da parametrização É o uso principal. Aqui o documento é a documentação da decisão: o que foi decidido, por quem, com base em qual fonte, e o que foi parametrizado Guarde o relatório final junto com a planilha respondida. Nos casos em que a conclusão é "tributação integral em tudo", esse par de documentos é o resultado da análise — é o que sustenta a posição da empresa se alguém perguntar depois por que ela não usou benefício nenhum. Próximo capítulo: Guia para o escritório contábil — a página para enviar ao contador.8 - Guia para o escritório contábil Esta página é para o escritório contábil. Ela explica a planilha de confirmação de enquadramento de IBS/CBS por NCM que a empresa envia, e o que se espera da resposta. Pode ser enviada junto com o arquivo, impressa ou salva em PDF — é autocontida. 1. O que é este arquivo É uma planilha gerada pelo sistema de gestão da empresa. Ela lista os NCMs que a empresa efetivamente vendeu em um período e cruza cada um com os anexos da LC 214/2025 (Reforma Tributária), apontando onde pode haver tratamento diferenciado de IBS/CBS. O arquivo não conclui o enquadramento. Ele identifica candidatos, mede quanto faturamento cada um representa e devolve a pergunta para quem responde pelo enquadramento: vocês. 2. Por que a pergunta existe Porque o NCM, sozinho, não decide. Os anexos da LC 214/2025 descrevem itens, e um mesmo código NCM pode conter produtos que se enquadram e produtos que não. O exemplo que motivou este desenho. Uma empresa vende controle remoto de ar-condicionado, NCM 8543.70.99. Esse código aparece no Anexo V — mas o item que o anexo beneficia é "agenda eletrônica com teclado em braille", um dispositivo de acessibilidade. Um sistema que cruzasse código com anexo e concluísse sozinho teria aplicado redução de alíquota a controle remoto. É exatamente por isso que a decisão vem para vocês. 3. O que se espera de vocês Uma resposta por NCM, na aba "Confirmar escritorio", nas colunas com fundo verde. Depois, devolver o mesmo arquivo — o sistema lê a planilha respondida de volta, sem redigitação. Não é preciso mexer em nenhuma outra aba, nem preencher formulário separado, nem responder por e-mail linha por linha. O arquivo respondido é a resposta. 4. Como a planilha está organizada Na aba "Confirmar escritorio", os NCMs pendentes de avaliação vêm primeiro e depois os demais em ordem de faturamento. As primeiras linhas são as que precisam de decisão. Colunas de contexto (já preenchidas — não alterar) Coluna O que informa NCM O código. É a chave da leitura de volta — não alterar Vendas na janela (R$) Quanto a empresa faturou naquele NCM no período. É a materialidade: mostra onde a decisão pesa Vendas a ente governamental (R$) Quanto daquele NCM foi vendido a órgão público. Importa nos anexos condicionados ao adquirente (IV, V, VI e XI) Produtos vendidos Quantos produtos distintos da empresa estão dentro daquele NCM. Mais de um é sinal de atenção Exemplo de produto vendido A descrição de um produto real. É o lado da comparação: este produto é o item que o anexo descreve? Item que o anexo beneficia (fonte) A descrição do item beneficiado, conforme a fonte de enquadramento. É o outro lado da comparação, e está na coluna vizinha de propósito. Quando vem vazia, a fonte não forneceu a descrição para aquele caso e a conferência depende do texto do anexo Anexo apontado Em qual anexo da LC 214/2025 aquele NCM aparece, segundo a fonte consultada cClassTrib apontado O código de classificação tributária que a fonte associa ao caso Situação apurada pelo sistema Por que o sistema não concluiu, ou o que ele apurou Conferência na base oficial da RFB Se a classificação apontada foi confirmada na base oficial da Receita Federal, ou se houve divergência Resposta já registrada Quando existe parecer de uma rodada anterior: a resposta, a origem, quem autorizou e a data. Serve para vocês verem o que já foi decidido antes A aba "Produtos por NCM" lista todos os produtos de cada NCM, com nome e valor. Consulte-a quando a coluna "Produtos vendidos" indicar mais de um — é o que permite responder PARCIAL com segurança. A aba "Enquadramentos" traz, por NCM, o anexo, o artigo, o CST, o cClassTrib, os percentuais de redução e — quando a fonte fornece — a descrição do item beneficiado e o texto do caput. Colunas de resposta (fundo verde) Coluna Tipo Como preencher Enquadra Lista suspensa SIM — o produto vendido é o item que o anexo beneficia.NAO — não é.PARCIAL — só parte dos produtos daquele NCM se enquadra Anexo confirmado Lista suspensa O anexo correto, mesmo quando igual ao apontado. Confirmar explicitamente é o que distingue "conferido" de "não olhado" cClassTrib confirmado Lista suspensa O código correto, mesmo quando igual ao apontado. É este valor que o sistema usa para parametrizar Item beneficiado pelo anexo Texto livre A descrição do item conforme a lei. Curto e literal. É o que sustenta a decisão em uma eventual fiscalização Observação do escritório Texto livre O raciocínio, a condição, a ressalva. Indispensável quando a resposta for PARCIAL: diga quais produtos se enquadram e quais não As três primeiras colunas verdes são lista fechada: clique na célula e escolha. Valor digitado fora da lista é recusado pela própria planilha. É de propósito — a leitura de volta é automática e não adivinha, então um "sim" digitado como "S" ou "ok" seria uma resposta perdida. 5. Como responder PARCIAL Use PARCIAL quando o NCM contém produtos com tratamentos diferentes. O que acontece com um PARCIAL: o sistema não gera regra tributária. A regra vale para o NCM inteiro, e aplicá-la alcançaria também os produtos que vocês disseram que não se enquadram. Na prática, PARCIAL é um encaminhamento: a empresa precisa reclassificar os produtos que se enquadram em um NCM próprio. Sua observação é o que orienta essa separação — por isso ela importa tanto neste caso. 6. A aba "Parametrização proposta" Esta aba mostra como a empresa pretende parametrizar o sistema se a resposta for SIM: uma linha por NCM × operação × grupo tributário, com o cClassTrib proposto. Ela existe para que enquadramento e parametrização se resolvam na mesma ida e volta. Se vocês discordarem do código proposto, marquem o correto na coluna de confirmação — sem isso, a divergência só apareceria depois, em uma segunda rodada. A coluna "Quem resolve" separa o que é pergunta para vocês do que não é: Valor Significa Escritório Decisão fiscal. É pergunta para vocês Empresa Pendência de cadastro interno da empresa (produto sem grupo tributário, NCM não cadastrado). Não é pergunta para vocês Suporte Limitação do sistema de gestão. Também não é pergunta para vocês 7. O que NÃO está sendo pedido Não é um pedido de parecer formal com fundamentação extensa — embora a observação seja lida e arquivada Não é para reconferir os valores de faturamento; eles vêm das notas fiscais autorizadas da empresa Não é para preencher as colunas de contexto, nem as demais abas Não é para responder por e-mail no corpo da mensagem: a resposta é o arquivo devolvido 8. Cuidados que evitam retrabalho Faça Não faça Preencher apenas as colunas verdes Alterar ou apagar a coluna NCM — é a chave da leitura Usar as listas suspensas Digitar valor fora da lista Devolver o mesmo arquivo, no mesmo formato Inserir ou remover linhas Manter as colunas Cód. operação e Cód. grupo na aba de parametrização Apagá-las — são a chave de reconciliação, e sem elas a linha é ignorada Responder NAO quando é não Deixar em branco. Linha em branco é lida como "sem resposta" e volta na próxima rodada Salvar como .xlsx Converter para CSV, PDF ou Google Sheets exportado — as listas e a estrutura se perdem Responder NAO tem valor. Não é uma resposta vazia: ela encerra a questão daquele NCM, fica registrada com a data e o autor, e é o que sustenta a posição da empresa se alguém perguntar depois por que aquele benefício não foi aproveitado. Um NAO documentado vale mais que uma linha em branco. 9. O que acontece com a resposta A empresa importa o arquivo no sistema, e cada resposta é aplicada ao NCM correspondente Os NCMs com SIM geram a proposta de regra tributária, que ainda passa por confirmação de um operador na tela — nada é aplicado em lote Cada parecer é guardado por NCM, com data e origem. Nas análises seguintes ele volta preenchido e marcado como "parecer anterior", para vocês não serem consultados de novo sobre o que já responderam A resposta entra no relatório final da empresa, que serve como documentação da decisão Parecer com mais de seis meses é sinalizado para reconferência. Se a legislação ou o entendimento mudar, avisem a empresa — basta responder de novo na rodada seguinte, e a resposta nova substitui a anterior sem apagar o histórico. 10. Sobre a fonte consultada A tabela de enquadramento por NCM não é distribuída dentro do sistema de gestão: ela é consultada em uma fonte externa no momento da análise, e o nome da fonte, a vigência e o ato normativo ficam registrados na aba Resumo da planilha e na capa do relatório. Isso é deliberado. O sistema não assume a autoria da regra fiscal, e vocês podem verificar exatamente qual versão da tabela foi usada. Quando a fonte não traz a descrição do item beneficiado, isso é registrado como ressalva — e é justamente nesses casos que a leitura de vocês é indispensável. A confirmação na base oficial da Receita Federal, quando presente, valida o código de classificação tributária. Ela não valida se o produto vendido é o item beneficiado — essa parte nenhuma base automatizada resolve. Dúvidas Dúvidas sobre o conteúdo (quais produtos, quais valores, qual período): com o responsável fiscal da empresa que enviou o arquivo. Dúvidas sobre o arquivo (lista suspensa que não abre, planilha que não aceita um valor, coluna que não aparece): também com a empresa — o suporte do sistema de gestão atende através dela.